sexta-feira, 6 de novembro de 2015

A população africana no Brasil e a escravidão








A população africana no Brasil e a escravidão


A vinda de escravos africanos para a região de Santa Catarina



Assim como a América, a África, antes do século XV, era habitada por povos de diferentes culturas, com suas próprias experiências históricas, dividida em vários reinos ou estados.
A história desse continente antes da chegada dos europeus e da escravização dos seus habitantes e da retirada de suas riquezas é repleta de acontecimentos fascinantes, normalmente ignorados pela maioria dos relatos históricos.
Eram inúmeros reinos e impérios que ali se desenvolveram e atingiram grande poder e riqueza. Tanto que, a partir do século X, estudiosos árabes começaram a escrever sobre a grande riqueza dos reinos africanos, o que despertou o interesse dos europeus por esse continente.
No continente africano já existia a escravidão, mas esta se diferenciava da escravidão que os negros iriam enfrentar após o contato com os europeus.
A distribuição desigual de poder em algumas sociedades africanas gerava disputas e guerras como em outras sociedades da Europa, Ásia e América. Pouco se sabe como era a escravidão na África nas várias estruturas sociais ali existentes antes do século XVI. Esse sistema permaneceu em algumas regiões até o século XX, como, por exemplo, em Serra Leoa, abolida apenas em 1928, e na Etiópia, até 1942.
As relações de poder foram profundamente alteradas quando os africanos entraram em contato com os europeus, principalmente as relações comerciais, que antes eram estabelecidas apenas entre os reinos.
Com a chegada dos europeus ao litoral, muitos reinos africanos se tornaram mais ricos e poderosos. Com as armas de fogo que compraram, guerreavam uns contra os outros para tentar ampliar seus impérios.
Em 1441, a primeira expedição portuguesa, comandada por Antão Gonçalves e Nuno Tristão, inaugurou um novo tipo de comércio, o de homens e mulheres negros. Apesar de não ser este o seu principal objetivo, os africanos passaram a ser vendidos por alto preço em Lisboa, capital portuguesa.
Em razão do volume de escravos obtidos já nesse período, foi criada a Casa dos Escravos para administrar esse lucrativo negócio, que em poucos anos comercializou milhares de africanos.
Entre os africanos trazidos como escravos para o Brasil predominavam os bantos e os sudaneses. Os bantos vinham das regiões de Angola, de Moçambique e do Congo. Os sudaneses eram originários da Costa do Marfim, da Nigéria e de Daomé (atual República do Benin).



DEBRET, Jean-Baptiste. Loja de barbeiro


 DEBRET, Jean-Baptiste. Loja de barbeiro
DEBRET, Jean-Baptiste. Loja de barbeiro. 1821. Aquarela sobre papel, 18 cm x 24,5 cm. Museu Castro Maya, Rio de Janeiro (RJ).




Em virtude da posição geográfica da região catarinense no contexto da colonização europeia no Brasil, o número de escravos comercializados aqui foi bastante reduzido se comparado à região açucareira no nordeste brasileiro.
Os escravos trabalhavam desde o nascer do dia até o escurecer, quase sem descanso, pois mesmo aos domingos cultivavam pequenas roças para o seu próprio sustento. Devido à péssima alimentação, ao excesso de trabalho e aos maus-tratos, o negro escravo tinha seus anos de vida bastante reduzido.
O trabalho que exerciam era constantemente vigiado e sofriam uma série de castigos, mesmo por faltas leves. Entre as várias formas de castigo, estava o tronco, ou o “pau de paciência”, em que os negros eram pendurados pelas canelas por horas e até dias em pequenas aberturas existentes entre duas vigas de madeira, sofrendo com fortes dores e formigamentos em virtude da imobilização. Além disso, recebiam chicotadas dependendo da falta cometida.
Há relatos de que a maior incidência de registros de escravos na província catarinense foi com escravos de ganho, uma espécie de escravo urbano e/ou residencial.
A maioria das fontes históricas sobre a presença escrava em Santa Catarina revela que foi na região da vila, e depois cidade de Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis, que houve maior incidência de escravos africanos.
As mulheres escravas trabalhavam principalmente em atividades domésticas, como cozinheiras, engomadeiras, amas de crianças. Além disso, saíam também a vender doces e quitutes para os seus senhores.
Os escravos trabalhavam na agricultura, nas embarcações e nas chamadas “armações de baleias”, uma instalação litorânea estruturada para a pesca ou caça às baleias e o processamento desses produtos. Trabalhar nessa atividade era bastante difícil e a mão de obra escrava era intensamente usada principalmente devido à resistência física dos africanos.
Além dessas atividades, muitos ocupavam-se também como carregadores, estivadores, jornaleiros, serventes, encarregados de limpeza dos domicílios, lavadores de vidros e de casas, vendedores ambulantes, carpinteiros, pintores e pedreiros.
Em muitas regiões, a mão de obra escrava era especialmente importante, como em São Francisco do Sul, a terceira cidade mais antiga do Brasil, que mantinha um intenso comércio com outras regiões do país, para onde mandava produtos como arroz, açúcar, farinha de mandioca.
Na região de Porto Belo, onde havia os engenhos de farinha, também era empregada a mão de obra escrava africana.



Capela em estilo açoriano erguida em 1814 pelo trabalho escravo.


 Capela em estilo açoriano erguida em 1814 pelo trabalho escravo.
Capela em estilo açoriano erguida em 1814 pelo trabalho escravo.















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terça-feira, 3 de novembro de 2015

Os índios Caingangue de Santa Catarina








Os índios Caingangue de Santa Catarina



Os primeiros relatos sobre os grupos de índios Caingangue na região de Santa Catarina foram feitos pelos padres jesuítas já no século XVII. O contato com os europeus se intensificou no século XVIII com a ação dos bandeirantes que penetraram no território e, posteriormente, com o início da ocupação do planalto de Lages por fazendas de criação de gado.
Muitas vezes os Caingangue desenvolveram relações amistosas no processo de colonização do sul do país, ajudando na condução das tropas de gado e trabalhando nas fazendas. Contudo, de modo geral, o contato dos colonizadores com esses grupos indígenas resultou no seu quase extermínio e na perda de muitas de suas raízes culturais, bem como das terras que utilizavam para sobreviver.
A Constituição Brasileira de 1988 definiu as regras para a demarcação das terras indígenas, consideradas da União. O direito de usá-las depende da demarcação, fato este que demanda muito tempo e vontade política, além do conflito de interesses.
Os índios enfrentam, por exemplo, posseiros, garimpeiros que desejam extrair minérios de seu território e madeireiros que tentam retirar as árvores para lucrar com o comércio.


O índio caingangue Mauro Sales e sua família. 2011.


 O índio caingangue Mauro Sales e sua família. 2011.
O índio caingangue Mauro Sales e sua família. 2011.





O nome de Chapecó, município de Santa Catarina, deriva da língua caingangue e significa “donde se avista o caminho da roça”.


 O nome de Chapecó, município de Santa Catarina, deriva da língua caingangue e significa “donde se avista o caminho da roça”.
O nome de Chapecó, município de Santa Catarina, deriva da língua caingangue e significa “donde se avista o caminho da roça”.












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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Os índios Xoclengue de Santa Catarina







Os índios Xoclengue de Santa Catarina



Os índios Xoclengue pertenciam ao grande grupo jê, em tribos de até 30 pessoas. Ocupavam uma extensa área do sul do Paraná ao norte do Rio Grande do Sul, abrangendo a região da Mata Atlântica entre o litoral e o planalto, uma vez que eram nômades.
A anta era a caça preferida, mas também comiam carne de porco-do-mato, veado, macaco e tatu. Costumavam, ainda, fazer farinha de pinhão e eram especialistas na arte da cerâmica e na fabricação de cestos.
Nas caminhadas, era comum que as mulheres escolhessem onde acampar. Costumavam cremar os mortos junto com os utensílios e armas deles, enterrando as cinzas e fazendo uma choça em cima da sepultura.
Os Xoclengue eram também chamados de botocudos, devido ao adorno de madeira que os meninos usavam no lábio inferior perfurado, o botoque. O lábio inferior do menino era furado e nele era introduzido um pequeno botoque, o qual ia sendo substituído por outros maiores, até a idade adulta.
Com o avanço do povoamento do sul do Brasil, esses índios foram aos poucos perdendo as terras que habitavam. A ocupação dos campos por grandes fazendas de criação de gado prejudicou o acesso à caça e à coleta especialmente do pinhão, um alimento muito importante para eles.
No início do século XX houve um intenso processo de caça aos índios, principalmente pelos chamados “bugreiros” — homens especializados nesse trabalho que costumavam penetrar mata adentro em busca de populações indígenas.
Atualmente, os descendentes do grupo inicial vivem na reserva indígena Duque de Caxias, no município de José Boiteaux (antiga Ibirama), Porto Velho e Rio dos Pardos.

índios Xoclengue de Santa Catarina


  índios Xoclengue de Santa Catarina
índios Xoclengue de Santa Catarina





Cacique caiapó Raoni Metuktire usando botoque. 2011.


 Cacique caiapó Raoni Metuktire usando botoque. 2011.
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domingo, 1 de novembro de 2015

Os índios Guarani de Santa Catarina







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Esses índios possuíam um estilo de vida bastante simples. Muitas famílias guaranis moravam na mesma aldeia e, à noite, repousavam sobre esteiras macias forradas com folhas e penas de animais. Para se protegerem do frio, os indígenas mantinham alguma fogueira sempre acesa (tatá-rendaba), para a qual voltavam os pés quando dormiam. Entre os utensílios domésticos que usavam, pode-se citar: o cesto simples (jacá), o cesto pequeno com tampo (uru), o cesto com asa (samburá), a peneira (uru-pema), as panelas (nhaem-popô), o pote pequeno (camuti ou camucim), o recipiente central de água (y-guaçaba), as cuias que serviam de canecos, o fuso (y-yma) e o pilão (induá).
Entre os diferentes grupos de guaranis, havia os mais numerosos: os caiuás; os nhandevas; os chiriguanos e os mbiás. Entre os Guarani, os Mbiá, que se localizavam em Santa Catarina e no litoral paranaense, também eram chamados de carijós. O nome tem sua origem no termo cariyoc, que significa “descendente dos brancos”.
Esses índios eram conhecidos por serem bastante receptivos com os estrangeiros que atracavam em suas terras. Talvez seja por isso que foram completamente dizimados, sendo a cultura carijó completamente modificada.
Um aspecto bastante interessante da cultura guarani é o respeito que os adultos mantêm com relação às suas crianças, a ponto de tratá-las quase como adultos. Os pequeninos não possuem muitos brinquedos, mas têm uma grande autonomia para correrem pelas matas, brincarem de caçadas ou mesmo ajudar os adultos nas tarefas diárias e nas tomadas de decisão.
Os Guarani podem ser encontrados atualmente em aldeias localizadas no município de Palhoça, em reservas indígenas ou em acampamentos provisórios próximos a núcleos urbanos e situados às margens de rodovias que atravessam municípios como Barra Velha, Joinville, Garuva, Araranguá e Treze Tílias.

Índio tupi-guarani na atualidade.


 Índio tupi-guarani na atualidade.
Índio tupi-guarani na atualidade.



Índios tentam preservar tradições na aldeia Guarani Tiaraju no Norte de SC


 Índios tentam preservar tradições na aldeia Guarani Tiaraju no Norte de SC
Índios tentam preservar tradições na aldeia Guarani Tiaraju no Norte de SC



Menino índio brinca com artesanato que família guarani vende no centro de Joinville


 Menino índio brinca com artesanato que família guarani vende no centro de Joinville
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